CDC - Consultoria, Educação e Esporte

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS

Especialista esclarece as principais dúvidas sobre pílulas anticoncepcionais. Com 50 anos de existência, a pílula anticoncepcional ainda é cercada por mitos e dúvidas relacionadas à sua administração e aos benefícios além da contracepção.

Lançada nos Estados Unidos em 1960, a pílula anticoncepcional passou por grandes transformações ao longo dos últimos 50 anos. A partir da realização de pesquisas clínicas e do desenvolvimento de novos princípios ativos, a pílula anticoncepcional se modernizou, sendo atualmente disponibilizada em formulações com baixas doses hormonais, que alia a prevenção da gravidez aos benefícios além da contracepção.

A pílula anticoncepcional é amplamente utilizada no mundo, dados do Instituto Guttmacher, organização de saúde sexual dos Estados Unidos, revela que 80 milhões de mulheres fazem uso regular deste método contraceptivo. O maior percentual de consumidoras reside na Europa e nos Estados Unidos e utilizam o método para planejar o tamanho da família, se dedicar aos estudos e à carreira. Apesar do grande número de usuárias, a pílula anticoncepcional ainda é cercada por mitos e dúvidas, neste contexto, o Prof. Dr. Afonso Nazario, Chefe do Departamento de Ginecologia da UNIFESP esclarece os principais questionamentos sobre os contraceptivos orais.

1. Os hormônios presentes na formulação da pílula anticoncepcional apresentam riscos para as mulheres?

Prof. Dr. Afonso Nazario – De modo geral, os hormônios presentes no contraceptivo oral agem de forma positiva no organismo feminino, no entanto, é essencial que seja observado o perfil de cada paciente. Um estudo publicado na revista científica Expert Opinion (setembro/2008), demonstrou que o uso de pílulas anticoncepcionais por longos períodos diminui o risco de tumores de ovário, do endométrio (camada interna do útero) e colo-retal. O estudo foi baseado na revisão de aproximadamente 100 trabalhos científicos e concluiu que a pílula pode ser utilizada também no tratamento da endometriose (doença em que áreas do endométrio se implantam fora do útero), da menorragia (fluxo menstrual intenso) e de miomas uterinos. Recentemente foi publicado na revista British Medical Journal (Março/2010) um artigo observacional iniciado em 1968 no Reino Unido em 1400 centros médicos, envolvendo 46.112 mulheres observadas por até 39 anos, resultado em 378.006 mulheres-anos de observação entre não usuárias de contraceptivos e 819.175 mulheres-anos entre usuárias de contraceptivos. Duas conclusões importantes foram feitas pelo autor (Hannaford):

- contracepção oral não está associada, a longo prazo, com aumento de risco de morte, nesse grande estudo de corte no Reino Unido

- o balanço entre risco e benefício pode variar globalmente, dependendo dos padrões de contracepção oral utilizada e risco da doença de base.

2. A pílula anticoncepcional altera a fertilidade futura da mulher?

Prof. Dr. Afonso Nazario – A pílula não altera a fertilidade futura da mulher e não possui efeito contraceptivo cumulativo, isto é, trata-se de um método reversível. Quando surge o desejo de engravidar, basta que a mulher suspenda o uso da pílula. Ressalto que o tempo para que ocorra uma gravidez depende do organismo de cada paciente, no entanto, em muitos casos, a fertilidade pode retornar no primeiro mês após a descontinuação do uso do método.

3. Como tomar a pílula corretamente?

Prof. Dr. Afonso Nazario – Tome a pílula anticoncepcional sempre no mesmo horário, seguindo a sequência da cartela. Além disso, mantenha a cartela em local seco, sem exposição às altas temperaturas. Caso esqueça-se de tomar a pílula, observe primeiramente o período em que ocorreu a falha. Se for logo ao início ou no final da cartela, há a possibilidade de ocorrer a ovulação naquele mês, o que aumenta a chance de gravidez. Nestes casos, recomenda-se tomar a pílula que esqueceu logo que lembrar e a do dia no horário habitual, complementando a proteção com um método de barreira, como a camisinha feminina ou masculina. Caso o esquecimento ocorra por dois ou mais dias consecutivos, o ideal é se proteger com método de barreira.

4. A pílula anticoncepcional alivia sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM)?

Prof. Dr. Afonso Nazario – Os contraceptivos orais que possuem a drospirenona em sua formulação auxiliam na diminuição da retenção de líquido e inchaço, o que favorece a manutenção do peso corpóreo, além de melhorar os sintomas emocionais e físicos característicos da TPM, como nervosismo, ansiedade, alterações de humor, irritabilidade, cólicas menstruais, mastalgia (dor nas mamas), cefaleia (dor de cabeça) e distúrbios do apetite e do sono.

5. A pílula anticoncepcional engorda?

Prof. Dr. Afonso Nazario - Em geral, o uso de pílulas anticoncepcionais não aumenta o peso corpóreo. No entanto, em alguns casos, dependendo do tipo de hormônio da pílula, pode ocorrer acúmulo de líquidos em certos tecidos do corpo, o que contribui para a sensação de inchaço.

6. A pílula anticoncepcional desencadeia as dores de cabeça?

Prof. Dr. Afonso Nazario – A cefaleia é um sintoma comum durante a TPM e pode atingir inclusive as mulheres que não utilizam o contraceptivo oral. Algumas notam as dores de cabeça ao iniciar o uso ou trocar a pílula anticoncepcional, o que normalmente melhora após o período de adaptação do organismo ao hormônio. Ressalto, no entanto, que caso ocorram dores intensas ou fora do comum, é imprescindível que a mulher procure atendimento médico para avaliação detalhada.

7. A pílula anticoncepcional reduz a oleosidade da pele e do cabelo?

Prof. Dr. Afonso Nazario – Diversos estudos comprovam que o uso da pílula anticoncepcional também é benéfico para a pele e o cabelo. Pílulas com drospirenona ou acetato de ciproterona contribuem para a redução da produção sebácea, isto é, da oleosidade responsável pela formação de cravos e espinhas e que, além disso, deixa o cabelo com brilho excessivo. O uso da pílula com estes componentes permite que a mulher tenha tanto a pele quanto o cabelo com um aspecto mais saudável.

8. É necessário fazer um período de descanso do uso de pílulas anticoncepcionais?

Prof. Dr. Afonso Nazario – Não. A interrupção do uso da pílula anticoncepcional por um ou mais meses – sem indicação médica – não é recomendada, justamente por haver a possibilidade de ocorrer uma gestação não planejada neste período. É importante que a mulher faça acompanhamento médico regular durante o uso de contraceptivos orais.

9. Posso utilizar a pílula anticoncepcional indicada por uma amiga?

Prof. Dr. Afonso Nazario – Não. Nunca empreste ou utilize uma pílula anticoncepcional indicada por sua amiga. Apenas o médico pode fazer a prescrição adequada de um contraceptivo oral, após avaliação clínica individual, que levará em consideração as suas principais necessidades e seu histórico médico.

10. Caso ocorra sangramento durante a tomada da pílula anticoncepcional, deve-se suspender o uso?

Prof. Dr. Afonso Nazario – Não. Existe a possibilidade de sangramento de escape (durante a cartela) com qualquer pílula anticoncepcional, especialmente durante os primeiros três a quatro meses, mesmo durante o uso regular. A presença de sangramento em pequena quantidade (sem outros sintomas) não requer a interrupção do uso do contraceptivo oral, pelo contrário, a continuidade do uso fará com que o organismo se adapte ao produto. Na presença de sangramento intenso ou acompanhado de sintomas como cólicas, deve-se procurar o médico para uma avaliação.

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM FITNESS

A CDC - Consultoria em Fitness realizará em Itabuna o curso de Capacitação na Área de Academia (Ginástica, Musculação, Step,Jump & Spinning), para provisionados do sistema CREF, alunos e profissionais de Educação Física com a carga horária de 60h/aula, com aulas práticas e teóricas.
O Curso tem o certificado reconhecido pela Faculdade Montenegro de Ibicaraí.
Investimento:
1 x R$ 250 reais
2 x R$ 130 reais
O curso é de qualidade, e o conhecimento teórico/prático de fitness apresentado, não se vê por completo na faculdade.

Início: 15 de Maio.

Local: Academia Apollo/Itabuna

Horários:
Das 8 ás 12 horas (manhã)
Das 13 ás 17 horas (tarde)

Inscrições e Informações:
Cristovam (CDC)- (73) 8861-4320
Dentinho (CDC)- (73) 9972-6844
Cássio (CDC)- (73) 8827-0409 9113-7763

VACINA CONTRA GRIPE H1N1

Em dez dias, Brasil mais que dobra número de pessoas vacinadas contra gripe H1N1.

Mais de 28 milhões de pessoas já foram imunizadas. Cobertura em grávidas, doentes crônicos e jovens de 20 a 29 anos ainda está abaixo da expectativa. Balanço mais recente do Ministério da Saúde indica que, em uma semana, o número de pessoas vacinadas contra a gripe pandêmica mais que dobrou em todo o país. Até as 9h desta segunda-feira, 28,3 milhões de pessoas haviam se imunizado contra a doença. No dia 9 de abril, 12,9 milhões de brasileiros haviam tomado a vacina. Em relação aos públicos convocados para as três primeiras etapas de vacinação, a cobertura saltou de 22,1% para 47,5%.

O Ministério da Saúde atribui esse crescimento ao sucesso do “Dia D” de vacinação contra a nova gripe, realizado no sábado, 10 de abril. O evento foi promovido em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Naquele dia, 36 mil postos de vacinação abriram as portas para atender gestantes, doentes crônicos, crianças de 6 meses a menos de 2 anos e adultos de 20 a 29 anos. As pessoas desses grupos que ainda não tomaram a vacina têm até a próxima sexta-feira, 23 de abril, para se imunizarem.

Na última semana, o país atingiu a meta de vacinar pelo menos 80% das crianças de 6 meses a 2 anos. Até as 9h de hoje, a cobertura de vacinação, nesse grupo, estava em 86%. Entre os trabalhadores de serviços de saúde, a meta já foi superada, sendo vacinados 100% da população alvo. A cobertura de gestantes e doentes crônicos (54% e 56,2%, respectivamente) cresceu em relação ao dia 9 de abril, mas ainda preocupa o Ministério da Saúde, pois ainda não atingimos a meta de 80%. Esses grupos foram afetados de maneira importante pela gripe H1N1 no ano passado: 75% das pessoas que morreram tinham doenças crônicas e entre as grávidas a mortalidade foi 50% maior que na população geral.

Nos jovens de 20 a 29 anos, a cobertura passou de 10% para 41%. É importante que essas pessoas também se vacinem, pois esse grupo concentrou 20% dos óbitos ocorridos em 2009.
Como a terceira etapa da campanha se encerra na sexta-feira, 23 de abril, o ministro José Gomes Temporão recomendou às pessoas que procurem os postos de saúde nesta semana. “Ninguém precisa ter medo de se vacinar. Até agora, no Brasil, os eventos adversos possivelmente associados à vacina são raros e na sua maioria de leve intensidade, como também foi observado em outros países”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Palestra: Qualidade de vida nos dias atuais.


Acontecerá dia 23 uma palestra com a Drª Ruth Carvalho, da cidade de Seabra, cujo tema será: Como ter qualidade de vida nos dias atuais .
Ela também falará sobre os exames e os cursos que ministra. A entrada para a palestra será um quilo de alimento.


Data:23/04/10


Hora:20:00h


Local: Colégio Coopede ao lado da rodoviária de Itabuna


Nos dias 24 e 25 a Doutora Ruth estará no mesmo local ministrando cursos de Drenagem Linfática, Massagem Terapêutica, Ergonomia e Reflexologia pés e mãos. Vagas Limitadas. Com direito a estágio e certificado. Faça sua reserva na Central de Ingresos em Itabuna pelos telefones 9927-7476 0u 9112-0847.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

14 METAS PARA EMAGRECER

As nutricionistas da USP têm uma lista de 14 metas que devemos tentar alcançar pouco a pouco, pelo menos duas a cada semana, para perder peso. Confira as 14 metas da educação alimentar, indicadas pelo Centro de Referência em Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

1) Faça de 5 a 6 refeições por dia.
2) Frutas na sobremesa e nos lanches.
3) Coma verduras e legumes no almoço e no jantar.
4) A porção de carne deve ser do tamanho da palma da mão.
5) Troque a gordura animal por vegetal e consuma com moderação.
6) Modere nos açúcares e nos doces.
7) Diminua o sal e os alimentos ricos em sódio.
8) Consuma leite ou derivados na quantidade recomendada.
9) Consuma pelo menos 1 porção de cereal integral.
10) Coma uma porção de leguminosas por dia.
11) Reduza o álcool. Evite o consumo diário.
12) Beba no mínimo 2 litros de água por dia.
13) Faça pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias.
14) Aprecie sua refeição. Coma devagar.

TOUR EM PULMÃO GIGANTE

Pneumologistas levam população a tour pelo interior de um pulmão gigante.
Instalação passará por 8 capitais entre os dias 29 de abril e 20 de novembro, como parte das comemorações do Ano do Pulmão. Entre os dias 29 de abril e 20 de novembro, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Paraná, além do Distrito Federal, receberão, em suas capitais, um pulmão gigante em parques e praças de grande circulação. Instalado em uma área de cerca de 300 m2, um inflável de 190 m2, reproduzirá em minúcias o pulmão humano permitindo que o público entre pela traqueia e conheça todas as particularidades do órgão e os principais problemas que o atingem.

A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e faz parte da celebração do Ano do Pulmão, que vem sendo comemorado em 2010 por sociedades médicas de diversas partes do mundo. Em sete compartimentos do pulmão gigante, dotados de cartazes e monitores, os visitantes assistirão a vídeos e receberão informações sobre doenças como tuberculose, asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), câncer e pneumonia. Cada parte do inflável terá as texturas que simbolizam estas doenças, oferecendo o máximo de realidade. Os compartimentos serão interligados entre si e produzidos em material translúcido, com ventilação natural. “Queremos oferecer à população informações sobre as características de todos estes males que atingem a saúde respiratória, abordando os principais fatores de risco, prevenção, detecção e a importância do início precoce do tratamento, qualquer que seja a patologia, de maneira lúdica, de modo a chamar a atenção e conscientizar desde as crianças até os mais experientes”, afirma a dra. Jussara Fiterman, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Um setor de extrema importância no Pulmão Gigante, ressalta a pneumologista, será sobre o tabagismo. “Lá os visitantes terão informações sobre a relação do tabagismo, tanto ativo como passivo, com as principais doenças respiratórias, e especialmente com o câncer de pulmão”. Dicas e outras informações serão transmitidas no intuito de auxiliar aqueles que desejam abandonar o vício, ou auxiliar amigos e familiares nesta dura batalha.

QUEIMA DE CANA DE AÇÚCAR

De acordo com estudos, os grupos mais afetados são os de crianças até 13 anos e idosos acima de 60 anos de idade. 2010 é o Ano Mundial do Pulmão; é fundamental manter atenção redobrada aos problemas causadores de males respiratórios. Um deles são as queimadas. O Brasil é hoje o maior produtor de cana de açúcar mundial. Matéria prima para a produção de açúcar e também de álcool etílico, a cana está presente em cerca de 5 milhões de hectares. Boa parte desta área é queimada nos seis meses de pré-colheita, enviando para a atmosfera inúmeras partículas e gases poluentes, que prejudicam não apenas os trabalhadores destas plantações, mas também toda a população residente nestas áreas. “O material particulado fino causa irritação das vias aéreas mesmo em indivíduos saudáveis. No entanto, o efeito deletério se manifesta amplamente nos portadores de alguma doença respiratória, como asma, DPOC, bronquectasias e sequelas pulmonares”, comenta a dra. Márcia Diniz, pneumologista e secretária da sub-sede Campinas da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Nestes indivíduos, a inflamação das vias aéreas, iniciada pelo contato com a poluição da queimada, desencadeia a ocorrência de broncoespasmo, produção de muco, chiado, tosse, catarro e/ou falta de ar, em graus variáveis. Existem diversas pesquisas no estado de São Paulo que comprovam o aumento de incidência de doenças respiratórias em várias cidades durante o período de queima de cana. Pesquisadores do Laboratório de Poluição Ambiental da USP, como o dr. José Eduardo Delfini Cançado, da SPPT, demonstraram, em um grande estudo feito na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, que a poluição específica da queima de palha de cana estava associada ao aumento de internações de crianças e idosos por doenças respiratórias. Outro pesquisador deste grupo, dr. Marcos Arbex, ex-presidente da SPPT Regional Araraquara, comprovou que a poluição pela queimada está relacionada com o aumento da prescrição médica de inalação para tratamento de doenças respiratórias na região. Mostrou, ainda, que o material particulado inalado pode levar a crises hipertensivas, aumentando os atendimentos em serviços de emergência. “Em Santa Bárbara d´Oeste, um estudo sobre o impacto da poluição em relação ao número de inalações realizadas no Pronto Socorro da cidade comprovou aumento significativo. Outra pesquisa, sobre a flora fúngica da cidade, verificou redução da biodiversidade de fungos nestas regiões. Isso demonstra que a produção do material particulado influencia também a biosfera local”, comenta dra. Márcia.


Trabalhadores e legislação

A legislação atual ainda permite a queimada, mas com restrições de horários e distância das cidades. Fica proibida, por exemplo, quando o nível de umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. Os trabalhadores das usinas de várias regiões já recebem orientações para que a cana seja queimada apenas em determinados horários do dia, conforme condições meteorológicas, e com uma equipe especializada na queima. No entanto, a médica adverte que estas medidas apenas minimizam os efeitos, uma vez que a exposição ainda é muito grande. “A alternativa para evitar este transtorno seria a coleta mecanizada, sem a realização da queima da palha. Existe uma legislação de que a queimada seja totalmente proibida nas áreas de coleta mecanizável, mas somente a partir de 2021. Nas áreas não mecanizáveis, a queima controlada poderá se estender ainda por mais tempo. É claro que a lei poderá ser mudada, de acordo com a existência de evidências de prejuízo à saúde, e também por pressão da população”.


DIABETES TIPO 1 X CRIANÇAS

Diabetes Tipo 1 atinge as crianças e precisa ser monitorada diariamente. A orientação correta de pais e cuidadores sobre como monitorar o diabetes é fundamental para aumentar a qualidade de vida do paciente.
De todos os casos de diabetes registrados no Brasil, estima-se que entre 5% e 10% sejam do Tipo 1, anteriormente chamado de “diabetes juvenil”, por acometer principalmente crianças e adolescentes, entre 8 e 12 anos de idade. Cerca de 25% dos casos ocorrem em maiores de 18 anos de idade. Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo do paciente produz anticorpos contra as células do pâncreas responsáveis pela produção da insulina, hormônio essencial para que o corpo metabolize a glicose (açúcar) proveniente da alimentação. Assim, devido a deficiência de insulina, os portadores de diabetes Tipo 1 necessitam administrar doses diárias do hormônio e, nesse contexto, monitorar a glicemia corretamente é fundamental para manter o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. “Sem dúvida, a descoberta de uma criança portadora de diabetes Tipo 1 provoca uma série de mudanças na rotina de toda a família, com a necessidade de incorporação de novos hábitos, como fazer medições diárias dos níveis de glicemia do paciente, mudanças na alimentação e incentivo à pratica de atividades física”, afirma Dr. Frederico Maia, endocrinologista membro do grupo de pesquisas da Unicamp.
A educação dos pais, cuidadores e da própria criança é essencial para o controle do diabetes Tipo 1. “É um processo contínuo que requer tempo, material didático e profissionais capacitados para acompanhar de perto a evolução de todos os envolvidos no tratamento”, explica Maia. O especialista ainda comenta que apenas seguir a prescrição médica corretamente, aplicar a dose e o tipo de insulina adequada não é o suficiente para a melhoria da qualidade de vida dessas crianças e jovens. Uma das principais dificuldades enfrentadas por todos os pacientes diabéticos que necessitam de monitorização constante da glicemia e aplicações diárias de insulina é a fase inicial do tratamento, quando isto ainda é uma novidade. Como os procedimentos envolvem agulhas, seringas ou aplicadores especiais, é preciso prática para que a rotina seja incorporada. Nesse momento, a orientação médica é crucial.